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Well, well, well…

June 17, 2007

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Time to go now.

Hoje andei de Chinatown até Fisherman’s Wharf.

San Francisco tá visto.

Não está muito diferente do que há vinte anos atrás. Mas é curioso como existe uma “cultura” de Silicon Valley estabelecida na região. Gente jovem e bem paga para colocar a net de pé. São os Yuppies do novo milênio, não são?

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Pela manhã, fui até o bairro chinês. Comida por todo canto, camarão seco, raízes, peixes, carangueijos. O mais impressionante são os pescados vivos. Alias, não apenas pescados. Rãs, coelhos, galinhas e até pombas. Todos esmagados em gaiolas subdimensionadas. Absolutamente impressionante.

Na volta entrei na galeria de arte que expõe Miros e Picassos, aqui ao lado do hotel. É a Weinstein Gallery. É muito mais impressionante do que pensava. O lugar tem uma infinidade de quadros que deveriam estar em museus. Chagal, Calder, mais Picasso. Tudo exposto e sem nenhuma segurança evidente. Dizem ser a maior galeria da Califórnia.

O Fisherman’s é um típico lugar de turista, mas foi o único lugar onde encontrei uma Barnes & Noble.Enfim, às 23:45 pego o avião para Atlanta e de lá para São Paulo.

Mais uma vez, Lali e Fabio, valeu pela hospitalidade.

Shut down now.

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Cupertino e Yahoo!

June 15, 2007

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Hoje foi dia de Silicon Valley.

Fabio matou a tarde na Cutwater e assumiu o volante do seu Rav4 vermelho e embarcamos para o sul, rumo a Cupertino para conhecer o campus da Apple e a sede do Yahoo! Neste último, com direito a tour completo, graças a infinita paciência e colaboração de Lali, que além de ter o talento de aguentar o Fabio, trabalha por lá e nos levou andar por andar. Não foi uma visita de geek. Foi de turista mesmo. O que é muito mais legal depois de uma semana de palestras de programação.

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A primeira parada foi Cupertino, que fica a mais ou menos 70km de San Francisco. E o endereço mais famoso da cidade é o 1, Infinity Loop. A cidade é basicamente a própria Apple. Vários prédios baixos como numa universidade. Aqui, infelizmente não tem tour interno…mas tem lojinha.

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Depois partimos para o Yahoo!

Se tem uma coisa que a geração internet ensinou, é como estabelecer um ambiente de trabalho criativo. De longe, o prédio do Yahoo! não chama a atenção. De perto o Yahoo! é o máximo.

São 3 complexos na região. Este é o maior e o principal. No térreo estão as cafeterias (abertas 24 horas, onde nem funcionários, nem convidados, pagam para consumir), as quadras de volei de praia e basquete e a academia de ginástica. As equipes internas são divididas em times, cada um ocupando espaços configurados para atender suas necessidades específicas. E finalmente, confira a foto clandestina do Fabio, mostrando o YNOC, o centro nervoso que monitora a rede Yahoo! e seu meio bilhão de usuários diários. Alias, se você gostou e quer uma vaguinha, cheque aqui e veja se você preenche os requisitos para trabalhar no YNOC.

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Polícia para que precisa

June 14, 2007

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Oakland fica a uns 50km de San Francisco, cruzando a Bay Bridge. Dizem que é uma cidade violenta. Logo que você cruza a ponte, dá de cara com um cartaz gigantesco: Hiring Police Officers, convidando os jovens a entrar para a força policial por um salário inicial de US$ 69.000. Se não erro na conta, são quase R$ 11.000 por mês. Nem assim funciona. A cidade está cheia de bolsões de violência, onde nem a polícia entra.

Cerca de 10 minutos depois da ponte, você chega a dois estádios: o Oracle e o McAfee Coliseum, este último do time de baseball Oakland Athletics. Foi aqui que aconteceu o 8º show da nova turnê do The Police.
Dia sem uma nuvem no céu. Ingressos esgotados, o público de 35 a 50 anos comportada e lentamente vai lotando o estádio. Às 18:30 pontualmente, o FictionPlane (quem?) abre o show. Em seguida, o ótimo The Fratellis. Mas ninguém quer ver essa gente. Todo mundo sentadinho, afinal é show de velho, esperando mais uma hora pela atração principal.
Às 22:00hs (que aqui é pouco depois do pôr-do-sol), apagam-se os refletores do estádio. Entrando pelo fundo do palco, Stewart Copeland faz soar o enorme gongo que sempre esteve atrás de sua bateria. Andy Summers entra logo depois e, finalmente, Sting. “It’s good to be in the Bay Area again”. A galera adora. Soam os primeiros acordes de Message in a Bottle. O estádio vem abaixo. Seguem-se 118 minutos de um show de arrepiar. Um hit atrás do outro. Está tudo lá. Todas as músicas que fizeram sucesso nos 5 álbuns da banda. Nenhum lado B, apenas um ou outro arranjo diferente, mas com a mesma alma original.
Não se engane. O show pode ser uma atitude oportunista para ganhar dinheiro em cima da fama da banda. Mas é uma superprodução, os três estão inteiros e o show vale cada centavo.

Aí chegou a hora de embora.

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Para vir de San Francisco para Oakland, vim de taxi, mas para voltar, ou esperava 2 horas para conseguir algum taxi vazio, ou ia de BART, o fura-fila local. BART é um trem de subúrbio, que passa exatamente pela região perigosa que falei acima. No hotel tinham me recomendado não utilizá-lo na área de Oakland, mas como uma multidão de gente voltava por ele, decidi arriscar.

Aconteceu de uma hora para outra.

Uma hora atrás, eu estava no meio de aproximadamente 30 mil pessoas saindo do show. Boa parte dessa gente, pegou a rampa do BART. Fui seguindo o fluxo. A multidão entrou no trem e eu imaginei que iam todos de volta para San Francisco.

Acontece que o trem já chegou lotado com gente de outras cidades, já que Oakland é apenas uma das cidades dormitório de San Francisco. O BART cobre vários bairros através de diversas linhas e dezenas de estações, tudo muito mal sinalizado. Quando percebi, o público bacana do show já havia deixado o vagão em alguma estação para trocar para o trem que levava para San Francisco. Como assim? Tinha que trocar de trem? Tinha. Mas no mapa era direto. A essa hora não é mais direto. Eu não percebi e fiquei com os moradores da região, num trem que não ia para San Francisco.

Perguntei para um local como eu deveria fazer. Parecia simples:

- Você desce na proxima estação, volta para a estação Macartur e pega o trem vermelho para San Francisco.

Isso às 23:30, num subúrbio que não consegue contratar policiais nem pagando 70 mil dólares por ano.

Fiz o que o cara disse. Agora no contra-fluxo, fui num trem vazio e quando cheguei a Macartur, o trem para San Francisco tinha acabado de sair.

Ok, então vejamos: agora estou eu, sozinho, a meia noite, numa estação de subúrbio violento, sem um único policial em volta. Beleza.

Sento no banco para esperar o próximo trem. O painel luminoso informa que será uma espera de 20 minutos e será o último trem do dia para San Francisco. Olho para fora da estação atrás de um taxi, mas as ruas estão vazias. Os semáforos vermelhos estão piscando, desligados.

Continuo olhando para o painel luminoso. Agora ele dá mensagens genéricas. A que mais se repete é: “Vamos fazer o BART mais seguro. Fique sempre atento e denuncie atitudes suspeitas”.

Como é que eu vim mesmo para aqui?

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O cara da Pixar e o show do Police, tudo no mesmo dia

June 13, 2007

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Hoje a melhor palestra da WWDC foi a do Dr. Michael B. Johnson da Pixar. Genial. Fiz um post no updaters. No final da tarde, as 6 e meia, tem show do The Police em Oakland, que fica a uns 50 km daqui. Então, vou assistir apenas a palestra da 14:00 e vou embora.

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Fabiolous

June 13, 2007

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Antes que algum palhaço venha com uma gracinha, informo que o título deste post não é criação minha. “Fabiolous” é o como a recepcionista da Cutwater, a agência em que o Fabio Costa é Diretor de Criação, o apelidou. Ocorre que a tal recepcionista é, na verdade, um travesti – acredite se quiser – que graças a deus, não tive o prazer de conhecer. O apelido pegou e no Castro não se fala em outro nome: Fabiolous rulez.

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Na verdade, Fabio está feliz e passa bem. Morando num castelo no alto da Van Ness, room with a view para a Bay Area. Cheguei justo a tempo de ver o por do sol no Golden Gate. Um confortável apartamento com skates e bicicletas pelas paredes e um quadro do Belushi no chão, flat TV na sala e WiFi na casa toda, o que mais poderia querer? Tem também.

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É a Lali. Recém-chegada a SF, fez um test-drive e ficou com o produto mais elaborado da família Costa. Lali, que já morou na Polônia, Espanha e Miami, é tão bacana que cheguei a duvidar de sua saninade ao escolher um sujeito peludo como o Fabio.

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O casal me convidou para um elegante jantar no sofisticado Mel’s Drive-In, o que mostra que, talvez sob a influência da Lali, Fabio finalmente aprendeu que dinheiro é feito para se gastar.

Quinta-feira tem mais. Partiremos para Cupertino, com direito a uma parada no Yahoo! que é onde a Lali trabalha, para conhecer o lugar. Não percam.

Fabio, meu velho, obrigado pela hospitalidade e aproveite o Nescau Light. Dona Sarah, pode ficar tranqüila que a coisa por aqui está ótima. Ou melhor, está Fabiolous.

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Criatividade dos nerds

June 12, 2007

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As duas palestras da manhã foram bacanas. Mas a idéia não é aprender nada. Muito mais, a idéia é entender onde/o que mudou e ver os caras no palco fazendo seus shows. Aí, de repente, você percebe uma coisa nova…opa isso que o cara fez é legal. E experimenta na sua máquina. É um lugar ótimo para se ter idéias do que programar com essas novas tecnologias. Ou de como resolver problemas utilizando um software que pode ser [as vezes facilmente] escrito. Aqui é, portanto, um lugar criativo. Mas a criatividade dos nerds, geeks e engenheiros, não se expressa da mesma maneira que para os publicitários. É o resultado de um profundo conhecimento técnico. Difícil de acompanhar e constantemente atualizado e que, de certa forma, começa nesta sala e continua nos manuais, nos tutoriais e nos fóruns. Até chegar num software na sua máquina.

Almocei com um engenheiro da Apple. Um cara simpático. Trabalha há 20 anos em Cupertino. Trabalha no grupo responsável pelo Quicktime. Como todo mundo, estranhou o fato de eu ser brasileiro. Mais ainda de eu não ser um programador profissional. E ainda mais o fato de eu vender meu aplicativo pela web, como um hobbie. Pediu para ver meu programa. Entendeu imediatamente como funcionava. Sem que eu pedisse, deu alguns conselhos de para onde caminhar nas próximas versões. Widgets e Web. Essas são as palavras mágicas. Eu concordo com ele. É o que eu deveria fazer mesmo. Se soubesse como.

O fato é que cada vez menos veremos aplicativos rodarem na máquina do usuário. Cada vez mais, veremos aplicativos rodando no browser. Ocorre que esta é uma enorme mudança para o público deste evento. Boa parte destes programadores, não são especialistas, nem querem ser, em Web. Não lidam, nem têm background em Ajax e WebObjects. Como eu, utilizam (no caso deles, dominam) o Objective-C e XCode e não querem aprender novas linguagens. Ele concordou comigo. Também é um cara de desktop, não de web.

O apresentador dessa sessão acaba de pegar uma guitarra e começou a cantar. A música chama-se “I Love View”. É um gordo bem além dos 120 kg e está lá no palco, cantando para 500 pessoas.

Fora isso, tem um japonês vestido de caçador.

Não sei o que deu na cabeça dele, coitado. Parece o Janio Quadros. Só que com um chapéu de caçador africano. Aqueles redondos, duros. Ele anda para lá e para cá com a confiança de estar vestindo um Armani. Tem também um garoto careca, como eu. Só na frente. Atrás tem dreadlocks.

É um lugar criativo este.

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A Big Apple é aqui.

June 12, 2007

Essa é uma palestra de geeks. Geeks, com letra maiúscula. Eu faço meus programinhas, mas os caras que estão à minha volta dão outra dimensão à palavra “nerd”. Como estou com essa mania, do mesmo jeito que fiz com os mendigos, vou catalogar meus companheiros convencionais. Na WWDC há vários tipos de nerds. O primeiro e o que mais tem, são aqueles pós-adolescentes ainda com a cara cheia de espinhas. Um tipo desinteressante, geralmente solitário. Depois, em quantidade, vêm os nerds descolados. Roupas da moda, sandália de dedo, cabelos despenteados e camisetas engajadas. Qualquer referência ao Google é super hype. Esses dois tipos completam 80% da população local. Aí tem os mexicanos. Camisas listradas, andam sempre em trios e estão geralmente perdidos. Tem também os especialistas em IT. Está na cara que conhecem menos do que eu de qualquer assunto discutido aqui. São como os mexicanos, só que falam inglês. Usam roupas sociais, calças de tergal, telefones celulares antigos e sapatos de couro. Finalmente meu tipo preferido: os Wozniacs, em homenagem ao antigo parceiro do Steve Jobs. São gordos, velhos, cabeludos, desajeitados e bem-humorados. São praticamente um ativo da Apple. Centenas deles.

Então estou eu, instalando o Leopard, com um descolado de um lado e um Wozniac do outro. Eles falam programês com uma desenvoltura que tenho dificuldade em acompanhar. O Wozniac afirma que tem um “math background”. Escreve algoritmos há mais de 30 anos. O descolado trabalhou 11 anos na Microsoft mas nunca se adaptou (?). Tem um brinco na parte de dentro da orelha. Estamos conversando com certa fluência, já que ser brasileiro é sempre credencial pitoresca. À certa altura, eu digo “vocês repararam que aumentaram a largura da sombra das janelas no Leopard”. Aí me dou conta de como esta é uma observação de um diretor de arte e não de um programador. Eles olham para mim com cara de “Yeah…whatever…”.

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Enfim, ainda não achei minha turma, a dos diretores-de-arte-metidos-a-programadores. Mas está divertido. Principalmente porque não tenho nada a perder. Por exemplo, Scott Forstall é o VP de Software do iPhone. O cara que o próprio Steve jobs pediu para falar sobre o iPhone. Quando terminou sua apresentação, fui até ele e dei um cartão do GolfXpress. Expliquei que o GXP é o “leading golf scoring application for OS X”, com mais de 15.000 downloads e que eu queria portar o programa para o iPhone, afinal “the golfers will like to keep their scores at the iPhone”. Sei lá o que ele achou. Desconfio que ele não joga golfe. Um descolado.

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Hoje não consegui sair do Moscone Center nem um minuto. O dia inteiro de palestras. Não vou falar do conteúdo de cada uma. Não é interessante para quem não gosta do assunto. Vou falar das comidas. Ou melhor. Da comida. Cookie. Funciona assim: termina a sessão, você sai e come um cookie. Entra para outra apresentação? Cookie. Sai do banheiro? Cookie. E assim vai. E eles comem muitos, sem nenhum constrangimento. Alias, se você leu que os americanos estão combatendo sua epidemia de obesidade, esqueça. Não é verdade. Eles não estão nem aí. Ontem o sanduíche do dia no jantar do hotel era: croissant de omelete com bacon. Sabe quanto colesterol tem isso?

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O assunto do dia foi mesmo o keynote de Steve Jobs. Os desenvolvedores esperavam um SDK, um kit de desenvolvimento. Com sorte, até um pré-lançamento do iPhone. Nada disso. Nem SDK (quer programar para o iPhone? crie um web application e rode no Safari), nem iPhone com desconto. Resultado: as ações, em Wallstreet, caíram de US$ 124 para US$ 120. E por aqui, saíram todos com cara de fim de festa, bem hoje que a festa está apenas começando. Aceita um cookie?

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A fila anda

June 11, 2007

 

Só para dar uma idéia, esse é o tamanho da fila.

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Fila para o presidio

June 11, 2007

Steve Jobs vai falar no salão “Presidio” no terceiro andar do Moscone Center. Agora estou sentado no chão, do salão principal, no primeiro andar. Esperando para subir. São mais de 1.000 pessoas (ie. geeks) esperando para entrar. Todos com seus mac books, cameras, telefones. Mais uma boa demonstração de como fazer fluir uma multidão. O desafio é levar mais de 1.000 pessoas até o terceiro andar do edifício, passando por escadas rolantes no meio e dezenas de corredores. E tudo flui perfeitamente. Organizaram seis filas paralelas que andam por trechos. Na fila você ouve várias línguas. Castelhano, francês, japonês. No caminho, sucos e croissants. No final de cada trecho, uma parada de 15 a 20 minutos, onde todo mundo se organiza e descansa para o próximo trecho. Não ouvi nenhuma reclamação. Simples e eficiente. Ah. E não tem ninguém “vip”, nenhum “amigo do Steve”, nenhuma facilidade para ninguém.

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Clift

June 11, 2007

Segui a sugestão do Fabio Costa, que disse que o Hilton Fisherman’s Wharf , o hotel de turista que eu ia ficar, era o hotel mais nojento de San Francisco e mudei – pela mesma diária (!) – para o Clift. Logo dá para ver, pelo site, que o hotel é bacana. Mas não sabia que o projeto é do Philippe Starck. Dava para desconfiar. Tem bem a cara do Paramount de NY. Ambientes escuros com cores fortes na iluminação pontual para esconder a idade da construção. A piece de resistance é essa cadeira gigante na entrada. Repare na foto a proporção entre a cadeira e a recepção. Não é truque, nem jogo de lente. É isso aí mesmo.