Archive for the ‘Apple’ Category

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Cupertino e Yahoo!

June 15, 2007

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Hoje foi dia de Silicon Valley.

Fabio matou a tarde na Cutwater e assumiu o volante do seu Rav4 vermelho e embarcamos para o sul, rumo a Cupertino para conhecer o campus da Apple e a sede do Yahoo! Neste último, com direito a tour completo, graças a infinita paciência e colaboração de Lali, que além de ter o talento de aguentar o Fabio, trabalha por lá e nos levou andar por andar. Não foi uma visita de geek. Foi de turista mesmo. O que é muito mais legal depois de uma semana de palestras de programação.

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A primeira parada foi Cupertino, que fica a mais ou menos 70km de San Francisco. E o endereço mais famoso da cidade é o 1, Infinity Loop. A cidade é basicamente a própria Apple. Vários prédios baixos como numa universidade. Aqui, infelizmente não tem tour interno…mas tem lojinha.

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Depois partimos para o Yahoo!

Se tem uma coisa que a geração internet ensinou, é como estabelecer um ambiente de trabalho criativo. De longe, o prédio do Yahoo! não chama a atenção. De perto o Yahoo! é o máximo.

São 3 complexos na região. Este é o maior e o principal. No térreo estão as cafeterias (abertas 24 horas, onde nem funcionários, nem convidados, pagam para consumir), as quadras de volei de praia e basquete e a academia de ginástica. As equipes internas são divididas em times, cada um ocupando espaços configurados para atender suas necessidades específicas. E finalmente, confira a foto clandestina do Fabio, mostrando o YNOC, o centro nervoso que monitora a rede Yahoo! e seu meio bilhão de usuários diários. Alias, se você gostou e quer uma vaguinha, cheque aqui e veja se você preenche os requisitos para trabalhar no YNOC.

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O cara da Pixar e o show do Police, tudo no mesmo dia

June 13, 2007

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Hoje a melhor palestra da WWDC foi a do Dr. Michael B. Johnson da Pixar. Genial. Fiz um post no updaters. No final da tarde, as 6 e meia, tem show do The Police em Oakland, que fica a uns 50 km daqui. Então, vou assistir apenas a palestra da 14:00 e vou embora.

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Criatividade dos nerds

June 12, 2007

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As duas palestras da manhã foram bacanas. Mas a idéia não é aprender nada. Muito mais, a idéia é entender onde/o que mudou e ver os caras no palco fazendo seus shows. Aí, de repente, você percebe uma coisa nova…opa isso que o cara fez é legal. E experimenta na sua máquina. É um lugar ótimo para se ter idéias do que programar com essas novas tecnologias. Ou de como resolver problemas utilizando um software que pode ser [as vezes facilmente] escrito. Aqui é, portanto, um lugar criativo. Mas a criatividade dos nerds, geeks e engenheiros, não se expressa da mesma maneira que para os publicitários. É o resultado de um profundo conhecimento técnico. Difícil de acompanhar e constantemente atualizado e que, de certa forma, começa nesta sala e continua nos manuais, nos tutoriais e nos fóruns. Até chegar num software na sua máquina.

Almocei com um engenheiro da Apple. Um cara simpático. Trabalha há 20 anos em Cupertino. Trabalha no grupo responsável pelo Quicktime. Como todo mundo, estranhou o fato de eu ser brasileiro. Mais ainda de eu não ser um programador profissional. E ainda mais o fato de eu vender meu aplicativo pela web, como um hobbie. Pediu para ver meu programa. Entendeu imediatamente como funcionava. Sem que eu pedisse, deu alguns conselhos de para onde caminhar nas próximas versões. Widgets e Web. Essas são as palavras mágicas. Eu concordo com ele. É o que eu deveria fazer mesmo. Se soubesse como.

O fato é que cada vez menos veremos aplicativos rodarem na máquina do usuário. Cada vez mais, veremos aplicativos rodando no browser. Ocorre que esta é uma enorme mudança para o público deste evento. Boa parte destes programadores, não são especialistas, nem querem ser, em Web. Não lidam, nem têm background em Ajax e WebObjects. Como eu, utilizam (no caso deles, dominam) o Objective-C e XCode e não querem aprender novas linguagens. Ele concordou comigo. Também é um cara de desktop, não de web.

O apresentador dessa sessão acaba de pegar uma guitarra e começou a cantar. A música chama-se “I Love View”. É um gordo bem além dos 120 kg e está lá no palco, cantando para 500 pessoas.

Fora isso, tem um japonês vestido de caçador.

Não sei o que deu na cabeça dele, coitado. Parece o Janio Quadros. Só que com um chapéu de caçador africano. Aqueles redondos, duros. Ele anda para lá e para cá com a confiança de estar vestindo um Armani. Tem também um garoto careca, como eu. Só na frente. Atrás tem dreadlocks.

É um lugar criativo este.

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A Big Apple é aqui.

June 12, 2007

Essa é uma palestra de geeks. Geeks, com letra maiúscula. Eu faço meus programinhas, mas os caras que estão à minha volta dão outra dimensão à palavra “nerd”. Como estou com essa mania, do mesmo jeito que fiz com os mendigos, vou catalogar meus companheiros convencionais. Na WWDC há vários tipos de nerds. O primeiro e o que mais tem, são aqueles pós-adolescentes ainda com a cara cheia de espinhas. Um tipo desinteressante, geralmente solitário. Depois, em quantidade, vêm os nerds descolados. Roupas da moda, sandália de dedo, cabelos despenteados e camisetas engajadas. Qualquer referência ao Google é super hype. Esses dois tipos completam 80% da população local. Aí tem os mexicanos. Camisas listradas, andam sempre em trios e estão geralmente perdidos. Tem também os especialistas em IT. Está na cara que conhecem menos do que eu de qualquer assunto discutido aqui. São como os mexicanos, só que falam inglês. Usam roupas sociais, calças de tergal, telefones celulares antigos e sapatos de couro. Finalmente meu tipo preferido: os Wozniacs, em homenagem ao antigo parceiro do Steve Jobs. São gordos, velhos, cabeludos, desajeitados e bem-humorados. São praticamente um ativo da Apple. Centenas deles.

Então estou eu, instalando o Leopard, com um descolado de um lado e um Wozniac do outro. Eles falam programês com uma desenvoltura que tenho dificuldade em acompanhar. O Wozniac afirma que tem um “math background”. Escreve algoritmos há mais de 30 anos. O descolado trabalhou 11 anos na Microsoft mas nunca se adaptou (?). Tem um brinco na parte de dentro da orelha. Estamos conversando com certa fluência, já que ser brasileiro é sempre credencial pitoresca. À certa altura, eu digo “vocês repararam que aumentaram a largura da sombra das janelas no Leopard”. Aí me dou conta de como esta é uma observação de um diretor de arte e não de um programador. Eles olham para mim com cara de “Yeah…whatever…”.

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Enfim, ainda não achei minha turma, a dos diretores-de-arte-metidos-a-programadores. Mas está divertido. Principalmente porque não tenho nada a perder. Por exemplo, Scott Forstall é o VP de Software do iPhone. O cara que o próprio Steve jobs pediu para falar sobre o iPhone. Quando terminou sua apresentação, fui até ele e dei um cartão do GolfXpress. Expliquei que o GXP é o “leading golf scoring application for OS X”, com mais de 15.000 downloads e que eu queria portar o programa para o iPhone, afinal “the golfers will like to keep their scores at the iPhone”. Sei lá o que ele achou. Desconfio que ele não joga golfe. Um descolado.

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Hoje não consegui sair do Moscone Center nem um minuto. O dia inteiro de palestras. Não vou falar do conteúdo de cada uma. Não é interessante para quem não gosta do assunto. Vou falar das comidas. Ou melhor. Da comida. Cookie. Funciona assim: termina a sessão, você sai e come um cookie. Entra para outra apresentação? Cookie. Sai do banheiro? Cookie. E assim vai. E eles comem muitos, sem nenhum constrangimento. Alias, se você leu que os americanos estão combatendo sua epidemia de obesidade, esqueça. Não é verdade. Eles não estão nem aí. Ontem o sanduíche do dia no jantar do hotel era: croissant de omelete com bacon. Sabe quanto colesterol tem isso?

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O assunto do dia foi mesmo o keynote de Steve Jobs. Os desenvolvedores esperavam um SDK, um kit de desenvolvimento. Com sorte, até um pré-lançamento do iPhone. Nada disso. Nem SDK (quer programar para o iPhone? crie um web application e rode no Safari), nem iPhone com desconto. Resultado: as ações, em Wallstreet, caíram de US$ 124 para US$ 120. E por aqui, saíram todos com cara de fim de festa, bem hoje que a festa está apenas começando. Aceita um cookie?

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A fila anda

June 11, 2007

 

Só para dar uma idéia, esse é o tamanho da fila.

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Fila para o presidio

June 11, 2007

Steve Jobs vai falar no salão “Presidio” no terceiro andar do Moscone Center. Agora estou sentado no chão, do salão principal, no primeiro andar. Esperando para subir. São mais de 1.000 pessoas (ie. geeks) esperando para entrar. Todos com seus mac books, cameras, telefones. Mais uma boa demonstração de como fazer fluir uma multidão. O desafio é levar mais de 1.000 pessoas até o terceiro andar do edifício, passando por escadas rolantes no meio e dezenas de corredores. E tudo flui perfeitamente. Organizaram seis filas paralelas que andam por trechos. Na fila você ouve várias línguas. Castelhano, francês, japonês. No caminho, sucos e croissants. No final de cada trecho, uma parada de 15 a 20 minutos, onde todo mundo se organiza e descansa para o próximo trecho. Não ouvi nenhuma reclamação. Simples e eficiente. Ah. E não tem ninguém “vip”, nenhum “amigo do Steve”, nenhuma facilidade para ninguém.

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Loja da Apple

June 11, 2007

Uma tarde aqui e já comprei tudo que precisava. Um conector para a Luli (Lu…parece que não dá pra mandar HDMI do iBook…but I’m working on it :) de qualquer maneira já comprei um adaptador que quebra o galho…). Mais um Airport Express, e um dos novos Airport Extreme 802.11n. O mais legal é que ele vem com uma porta USB 2.0 que permite ligar um hard disk diretamente na rede. Gênio. A loja tem Wi-Fi decente e é igualzinha à do Soho.

Está frio. Bem frio para um começo de verão e para um globo aquecido. Na verdade, saí de camiseta e bermuda e não está fácil segurar o vento. A cidade está tomada por membros da convenção…hmmm…pensando bem, eu só fui no Moscone e na Apple Store. Esqueçam o que eu disse.

Agora vou voltar pro hotel. Preciso dormir para acordar as 5:00hs.

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Moscone Center

June 10, 2007

Do aeroporto para o hotel foi rápido. Meia hora no máximo.

O Clift é um hotel moderninho, com uma cadeira gigante no centro do salão de um prédio antigo reformado. É bacana. Mas a internet é muito lenta e não consigo mandar e-mails…acho que bloqueiam o SMTP por algum motivo que não faço idéia qual é. Spam? Web mail deve funcionar, mas não tentei.

O Clift fica a uma caminhada de pouco mais de 10 minutos do Moscone West. Passo pela Union Square e já cheguei.

O Moscone é um complexo de vários edifícios. A convenção da Apple acontece no Moscone Center West. Entrei, peguei meu kit, composto por uma maleta, uma credencial e uma camiseta e vim sentar no chão junto com outros participantes.

No momento, estou ocupando a sexta coluna, com um par de franceses à minha direita e um…estranho, à minha esquerda.

Amanhã, às 10:00hs é a palestra do Steve Jobs. Perguntei se devo chegar as 8:30hs. Riram de mim. Disseram que no ano passado, havia filas a partir das 5:30hs.